domingo, 28 de abril de 2013

Ana Leal leva xeque-mate de Judite de Sousa: obrigada a abandonar a TVI -Marcelo - Pela mesma boxer dos banqueiros que atirou às cordas José Sócrates - Mas, Leal, também não é pera doce - Moura Guedes já veio em sua defesa

(atualizada) PÚBLICO - "A participação enviada pela jornalista da TVI, Ana Leal, ao director de informação José Alberto Carvalho e ao Conselho de Redacção da estação de televisão foi ofensiva da “dignidade e do direito à boa reputação profissional da sua superior hierárquica Judite Sousa”, directora adjunta do canal. Tal configura, para a TVI, a violação do dever de respeito e urbanidade a que a jornalista está obrigada. TVI considera participação de jornalista ofensiva da “dignidade” e “boa reputação” de Judite Sousa

TVI suspende jornalista que se queixou de Judite Sousa - PÚBLICO




O que se passou com o recente afastamento de Ana Leal da TVI é um episódio que ilustra  vedetismo, arrogância e prepotência. De ambas as partes - E, por sinal, da mesma área política - Quer, Judite de Sousa, quer Ana Leal, têm mais afinidades ideológicas a uni-las que a separá-las - Então porque se desentenderam? Porque,  Ana Leal, cultivou a escola de Moura Guedes - que, de resto, já veio em sua defesa: Manuela Moura Guedes «ataca» Judite Sousa
   

Judite de Sousa não é de modas - Naquele sorriso de vedeta inteligente há também algo  de maquiavélico - Quem lhas fizer, paga-as. E, pelos vistos, Judite não perdoou à Leal a sua falta de lealdade ou falta de obediência para com a hierarquia.

Ana Leal foi das jornalistas da TVI, que, no tempo do todo poderoso José Eduardo Moniz e da sua cara-metade Manuela Moura Guedes, mais se notabilizou em ataques sistemáticos a José Sócrates -As suas peças estavam na primeira linha do tal jornal das Sextas  O vedetismo começava na Mestra e propagava-se às  servas e servos - Tudo ali era apresentado com o seu cunho de iluminados e iluminadas. O culto dos irrefutáveis.  Dos que nunca se enganam e têm sempre razão. Dispunham de todo o poder soberano, conquanto fosse do agrado do clã. 




Será esse o jornalismo que melhor servirá o pluralismo e a opinião pública? Obviamente que não - Numa media, dominada pelo grande capital, em que o jornalista assume o papel de tarefeiro, ou faz o que te digo ou levas no traseiro,  dificilmente se poderão esperar bons exemplos - Será que,  agora, com Judite de Sousa e José Alberto Carvalho, ao leme, se pretende impor alguma ordem ou uma nova ordem mais sofisticada mas nem por isso menos perniciosa?,,


Confesso, que, estes episódios, não são o melhor pronúncio - Atualmente, os Editores não passam de alavancas  transmissoras  dos interesses politicos e económicos das adminsitrações - Se não seguirem à risca às  orientações que vêm de cima, vão para o olho da rua - Parece que  foi o que sucedeu agora a Ana leal. Pois já lá vai o tempo - pós 25 de Abril - em que "o artigo 38 da Constituição da República Portuguesa garante  aos jornalistas o direito de participação na orientação editorial dos órgãos de informação e o direito de elegerem o CR".- Em todo o caso, não deixo de concordar de que há quem confunda censura com abuso das suas funções.


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"Direi apenas, por agora, que os jornalistas deviam ser obrigados a estudar a história do jornalismo português para perceberem que se há jornalistas que têm obrigação de saber o que é a censura são os jornalistas portugueses, muitos dos quais  a sofreram e contra ela lutaram. A autonomia dos jornalistas não se exerce contra os directores e editores mas sim contra os poderes exteriores à redacção, nomeadamente o poder económico, incluindo dos accionistas, político e outros. A lei e a ética reconhecem  à direcção editorial a responsabilidade sobre a selecção e hierarquização das notícias, sem prejuízo do direito que assiste também aos jornalistas de questionarem e discutirem com as suas hierarquias e nos órgãos próprios as decisões que lhes pareçam questionáveis. Confundir isso com censura é desconhecer noções básicas da organização de uma redacção.

Sobre a alegada censura na TVI: os jornalistas deviam ser ...




MAS TAMBÉM DÁ QUE PENSAR...

"Muitas pessoas não perceberam por que é que andava a entrevistar banqueiros todos os dias. A verdade é que as entrevistas foram feitas numa segunda, numa terça, numa quarta e numa quinta; 48 horas depois, o primeiro-ministro estava a pedir ajuda financeira. (…)

A ideia de fazer as quatro entrevistas foi uma espécie de xeque-mate à chegada? Um modo de dizer que era capaz de mobilizar quatro dos homens mais poderosos do país e intervir na cena política portuguesa? 
Foi. Foi intencional. (…) 

Judite de Sousa: banqueiros deram entrevistas para fazer ultimato a .


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2 comentários:

  1. Meu caro comentador a Ana Leal notabilizou-se não foi com o Eng Sócrates foi com a reportagem dos Escravos em Loures. A revista os media e os Merdias da minha autoria, esclarecem a competência desse jornalista. Convido-o para vir almoçar (eu pago o almoço) e vou dizer-lhe como essa jornalista é incompetente arrogante e malcriada. Assim foi para mim e minha mulher na reportagem (porca) da escravatura em Loures.Não sou anonimo sou o Mário do Carmo

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    1. Caro leitor Mário do Carmo: - Pelo que depreendo, você tem as suas razões para se sentir indignado com o comportamento de Ana Leal. Não vou comentar os seus argumentos que, você conhece. Mas ficam aqui registados. É a sua opinião, que respeito. Obrigado pelo convite e também pela sua frontalidade. Se quiser actrescentar mais pormenores, tem este espaço à sua disposição.

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