segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Presidenciais 2026 - António José Seguro - Um Vencedor a Presidente de Portugal Seguro de Convições e de Paixões a bem do seu País "Todos Somos Portugal"

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

Presidenciais 2026 - António José Seguro - Um Vencedor a Presidente de Portugal Seguro de Convições e de Paixões a bem do seu País "Todos Somos Portugal" “Reafirmo com total clareza: sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como presidente da República”, assegurou. Excerto do seu discurso na noite deste domingo 18 de Janeiro 2026


“Esta não é uma candidatura partidária nem nunca será”, disse Seguro, acrescentando que “hoje, com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 8 de fevereiro”.

O candidato, que arrecadou o primeiro lugar, frisou que para si “não há portugueses bons nem portugueses maus, portugueses de primeira e portugueses de segunda; somos todos Portugal”.

“Regressei para unir os portugueses. Jamais terei um presidente e uma parte dos portugueses contra a outra parte. Jamais”, garantiu, recebendo mais uma ronda de aplausos. “Com a vossa confiança serei o presidente de todos os portugueses, e faço esse juramento diante de vós”.
Declarou-se estar pronto “para ser o presidente dos novos tempos” e para fazer de Portugal “um país moderno e justo, onde o Estado funcione a economia seja mais competitiva, com empregos qualificados e com melhores salários”, sem esquecer a saúde ou a habitação




"Quem é André Ventura, quem vota nele e o perigo muito real de acreditar nas suas mentiras.
Convém começar pelo básico, porque a política também falha quando presume inteligência onde ela não foi demonstrada.
André Ventura não é um acidente. É um produto. Um produto político fabricado a partir de três matérias-primas simples: - ressentimento;- simplificação grosseira da realidade;- mentira repetida até parecer verdade.
André Ventura não constrói pensamento, constrói inimigos. Não propõe soluções, propõe culpados.
A sua força não está na razão, mas na emoção crua: - medo; - raiva; - frustração.
O seu discurso assenta numa lógica infantil, mas eficaz: - o povo é bom; - as elites são más;
- Portugal é puro! - alguém o está a corromper; - eu sou o único que diz a verdade.
Esta narrativa não é original, nem inteligente. É populismo de manual.
Quem vota em Ventura?
Os dados são claros e reiterados. O seu eleitorado concentra-se sobretudo entre pessoas com:
- menor escolaridade média; maior desconfiança das instituições; - forte sentimento de exclusão social.
Onde a literacia cresce, o Chega encolhe. Onde a complexidade assusta, Ventura prospera.
Isto não é um insulto — é estatística eleitoral.
Não significa que todos os seus eleitores sejam ignorantes. Significa que o seu discurso foi desenhado para funcionar melhor onde o pensamento crítico é mais frágil e onde slogans substituem leitura, análise e memória histórica.
E as mentiras?
Aqui termina qualquer margem de tolerância. Um estudo recente, conduzido por investigadores universitários que monitorizaram a desinformação nas presidenciais, concluiu que mais de 85% dos casos identificados tiveram origem directa na campanha de André Ventura.
Não é “exagero”, não é “opinião controversa”.
- São falsidades factuais, vídeos manipulados, - contextos inventados
- ataques deliberados à comunicação social.
Isto não é ruído colateral. É estratégia.
A mentira, em Ventura, não é erro. É método.
Os riscos de acreditar nisto:Acreditar nas mentiras de Ventura não é apenas votar mal. - É aceitar que a realidade pode ser moldada ao gosto do mais ruidoso.
- É normalizar a falsificação como ferramenta política.
- É abrir a porta a decisões públicas baseadas em ficções emocionais e não em factos.Hoje é um vídeo falso sobre imigração.AMANHÃ É A DESCREDIBILIZAÇÃO DAS ELEIÇÕES.
Depois é a erosão lenta da democracia, sempre com aplausos de quem confunde agressividade com coragem.
A história está cheia destes personagens. Nunca acabou bem. Nem para os países, nem para os seus seguidores.
Quem vota em Ventura pode achar que está a protestar. Na verdade, está apenas a ser usado.
Fontes
Diário de Notícias – Estudo do LabCom/UBI sobre desinformação nas presidenciais: Ventura responsável por 85,7% dos casos identificados.
RTP Notícias – Impacto da desinformação eleitoral nas redes sociais (mais de 7,7 milhões de visualizações).
Polígrafo – Análise de resultados eleitorais do Chega em freguesias com maiores níveis de instrução.
Universidade de Lisboa / ISCTE – Estudos académicos sobre discurso populista, moralização e construção do “povo vs elites”.
Friedrich Naumann Foundation – Análises sociodemográficas do voto em Portugal.
A ignorância pode explicar muita coisa. Mas insistir nela, hoje, já é escolha.


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