domingo, 1 de fevereiro de 2026

André Ventura aliado de Diogo Pacheco de Amorim, do MDLP (direita armada) a Vice-Presidente da A.R. por André Ventura Ideólogo do CHEGA, de cuja direção nacional é adjunto.

                                                                Jorge Trabulo Marques Jornalista


 André Ventura fora dos esquemas ou dentro deles?! Antes de chegar ao Parlamento, saltou da Autoridade Tributária para a Finpartner, empresa de contabilidade e assessoria fiscal nas áreas da engenharia fiscal via offshore e vistos gold,



«A direita radical populista atrai a simpatia de várias camadas da sociedade, da aristocracia ao povo de esquerda. Retrato inédito do partido que mais sobe nas sondagens face às legislativas de 2022.

“Quem manda é o povo e não as elites que nos governam.” - Diz André Ventura. Mas são as maiores elites capitalistas que lhe asseguram grandes apoios financeiros:

"Os donativos oficiais de membros dos clãs Mello e Champalimaud, de João Bravo (líder na venda de armas e equipamento militar ao Estado), de Miguel Costa Félix (imobiliário e turismo), e de Jorge Ortigão Costa (grupo Sogepoc) superavam, pelo menos até meados de 2022, 40 mil euros.

No mesmo período, Salvador Posser de Andrade (Coporgest, imobiliário, antigo vice-presidente do Chega), a família Pedrosa (grupo Barraqueiro) e o empresário de transportes José Paulo Duarte, transferiram perto de 19 mil euros. Outro financiador (5000 euros) foi o advogado portuense Miguel Sequeira Campos, ex-CDS. Associado a negócios imobiliários, ainda se tentou chegar a ele através de amigos da defunta colectividade Os Mija na Escada.

Muitos telefonemas depois, entrou em cena Francisco Pacheco de Amorim, da Pares By Construmed, que, segundo a página oficial, gere mais de 100 milhões de euros em património imobiliário e é líder no mercado de arrendamento.

“O doutor Miguel é nosso advogado há mais de 28 anos”, confirmou o mandatário do Chega para as legislativas e irmão do mais mediático Pacheco de Amorim: Diogo, deputado e dirigente. Miguel Sequeira Campos, entretanto, justificou ao PÚBLICO o donativo: “Fi-lo por me identificar com o conservadorismo do partido na eutanásia, no aborto e na segurança interna.” https://sabine77.wordpress.com/2024/02/29/a-grande-familia-do-chega-por-miguel-carvalho/


André Ventura aliado de Diogo Pacheco de Amorim, do MDLP (direita armada) a Vice-Presidente da A.R. por André Ventura Ideólogo do CHEGA, de cuja direção nacional é adjunto.

Após tentativas fracassadas na anterior legislatura, o Chega conseguiu os votos suficientes de deputados do PSD para eleger Diogo Pacheco de Amorim para o cargo de vice-presidente da Assembleia da República.

Ventura apresenta-se como “anti-sistema”, mas - tal como já foi referido publicamente - "ele está lá, no centro nevrálgico do sistema que ele diz querer combater, a lutar ao lado daqueles que são os verdadeiros “donos disto tudo”, as pessoas com dinheiro e poder para usarem serviços profissionais de planeamento fiscal que, sob o manto fornecido pelos offshores, conseguem desviar milhões de euros do país. O “sistema” são essas pessoas, e Ventura trabalha para elas.



Diogo Pacheco de Amorim tem uma atividade no campo político que remonta ao tempo da ditadura. do “Grupo da Cidadela” na Universidade de Coimbra, que se afirmava “nacionalista revolucionário” para defender o colonialismo contra os estudantes que exigiam a descolonização

Neto de um monárquico íntimo de Salazar, tem no currículo as siglas do CDS, do Nova Democracia e do MDLP de Spínola. Após a eleição, disse aos jornalistas que só esteve no “gabinete político” da organização e ameaçou processar quem o associa a assassinatos



O novo vice-presidente do Parlamento não renega esse passado político sombrio e faz questão de o afirmar à nova geração dos militantes da extrema-direita.

Os crimes do grupo terrorista do MDLP Associado a negócios obscuros de armas, bombas incendiárias, espancamentos, apedrejamentos, atentados a tiro, assassinatos. O Movimento Democrático de Libertação de Portugal foi responsável, nomeadamente, pelos assassinatos de Rosinda Teixeira, do padre Max e da jovem Maria de Lurdes.

Conhecido pela sua relação recorrente com dívidas e penhoras por não-cumprimento das suas obrigações fiscais e comerciais e ainda pelas suas ligações ao MDLP no período da intensa atividade que este levou a efeito no verão quente, o deputado da extrema-direita é apresentado através de elementos sempre comprometedores no plano pessoal e no plano político e partidário

Numa sessão sobre o "Verão Quente" para jovens quadros do Chega em 2021, afirmou que desde essa altura a sua posição política "evoluiu pouco, foi sempre a mesma. Eu continuo a pensar da mesma maneira, adaptando, pois as coisas vão mudando, há alterações que vamos fazendo, mas mantendo essencialmente o mesmo.” E deixou a previsão de que “o Verão Quente está a recomeçar em Portugal. "

“Pacheco de Amorim foi um antigo membro do Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), e ex-assessor do antigo presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Diogo Freitas do Amaral, e antigo chefe de gabinete de Manuel Monteiro.