Diz o Prof. Olímpio Sobral, atento observador, professor em Paris, que “ A China hoje produz bens industriais
até quatro vezes mais rápido e mais barato, com qualidade semelhante ou
superior à europeia. O diferencial médio de custos entre 30% e 40% vem
acompanhado de um rápido avanço tecnológico, atingindo setores estratégicos
como automóveis, baterias, química, máquinas industriais, aeronáutica e até
energia nuclear.
A Alemanha é o país mais exposto: desde 2023, perdeu cerca de 240 mil
empregos industriais, e praticamente todos os seus principais setores enfrentam
concorrência chinesa direta.
A França também sente o golpe, em 2024, a participação da indústria no PIB
francês foi cerca de 17,55%, inferior a Portugal cuja participação no PIB é de
18.4%.
Diante desse cenário, há duas saídas, segundo o "Haut Comissariat au
Plan": tarifas de 30% sobre produtos chineses ou uma desvalorização de 20%
a 30% do euro frente ao yuan. A opção cambial é considerada politicamente
inviável, restando o protecionismo, ainda assim travado por divisões internas
na União Europeia e pelo temor de retaliações.
No fundo, o debate revela um dilema mais profundo. Sem uma política
industrial coordenada, a Europa corre o risco de acelerar a sua
desindustrialização, tornando-se dependente de tecnologia estrangeira.
O “choque chinês” expõe fragilidades internas acumuladas ao longo de
décadas: financeirização da economia, perda de capacidade produtiva e
dependência estratégica.
A questão central já não é se a Europa deve reagir, mas quanto tempo ainda pode adiar a decisão de industrialização. Olímpio Sobral
Ex-ministros suspeitos de burlar Estado - Exclusivo CM - Correio da Correio da Manhã (dos angolanos da Newshold detém 15,08% da Cofina e do capitalista Paulo Fernandes) que se tem notabilizado nos ataques à RTP, para o comprar o canal público por tuta e meia, prossegue folhetim Sócrates - ..Angolana Newshold cria empresa para comprar canal da RTP...Não tem a coragem de denunciar os abusos deste governo e vão desenterrar fantasmas do anterior - Obviamente, com a cumplicidade uma justiça que se aproveita dos da media do grande capital para defender interesses corporativistas e fazer a sua politica.
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