Pedófilo, inveterado, não tem vergonha e já se meteu noutra no Brasil - PADRE FREDERICO preso no BrasilNuma visita ao Estabelecimento Prisional de Vale dos Judeus, tivemos oportunidade de nos cruzarmos e de falarmos, com o então recluso Padre Frederico Cunha – E, depois, ao regressarmos, também com sua mãe, que nos deu uma boleia para Lisboa.
De nacionalidade brasileira, tal como o filho, a mãe era uma visita assídua : - franzina, amável, comunicadora; denotava viver profundamente amargurada com a prisão do seu Frederico. Achava que ele estava inocente e defendia-o, como uma verdadeira mãe galinha. Achamos compreensível a sua atitude, porém, os factos apurados pela justiça, condenavam-no, por várias práticas pedófilas, com adolescentes na Ilha da Madeira e por crime de Homicídio do jovem Luís.
No espaço destinado às visitas, ao passarmos, junto dele, perguntámos-lhes, muito frontalmente: “então você não tem vergonha de ter morto um rapaz?” – Sua resposta encrespada: “Eu?! Me acusam disso! Me acusam dessa barbaridade!! Mas eu não matei ninguém!” – E ficámos, por ali. A visita, que ali fazíamos destinava-se a outra pessoa, pelo que não estávamos autorizados a conversar com ele. Na viagem de regresso, falamos demoradamente com sua mãe, que teve a amabilidade de nos dar uma boleia, mas o que é que se poderia esperar do papel de uma mãe? Claro, defender o seu filho. E, dos seus desabafos, o que ouvíamos foram elogios , afirmando-nos que ele era possuidor de um coração muito generoso, incapaz de cometer tal acto.
Mais tarde, quando soubemos da sua fuga para o Brasil, não ficamos surpreendidos:segundo o que nos foi dado apurar, os primeiros tempos de prisão, foram extremamente penosos para Frederico – e, na primeira noite, alguém nos disse que levou uma tareia de arromba, pois os crimes de pedofilia (e de incendiários) são mal tolerados nas prisões. Mas, com o tempo, ele passou a dizer missa, a conquistar a confiança dos guardas pressionais, director prisional e companheiros e a fazer uma vida normalíssima. Daí a concederem-lhe a precária, que aproveita habilmente - a engendrar a fuga - , que, face a tudo isso, não lhe teria sido difícil.
Igreja envergonhada com escândalos sexuais...Bispo de Lisboa fala em «vergonha» Mas "nunca pagou indemnização aos pais da vitima do padre Frederico" – diz o DN, de hoje. (…)O tribunal condenou Frederico a um valor de oito mil euros de indemnização cível que deveria ser paga aos pais de Luís Miguel, mas, até hoje, nunca foi cumprida. "A Igreja deveria ter assumido esse pagamento. Lembro-me que, durante o julgamento, ouvimos quatro testemunhas, homens adultos, que contaram como tinham sido abusados sexualmente pelo padre Frederico. Foi uma história longa que me marcou", disse ao DN Marques de Freitas, procurador da República que liderou a acusação pelo Ministério Público"..Igreja nunca pagou indemnizaçãoaos pais da vítima do padre.
IGREJA DIZ-SE ENVERGONHADA – MAS O PROBLEMA É MAIS PROFUNDO: NÃO PASSA POR TER VERGONHA OU FALTA DELA , MAS POR UMA REVOLUÇÃO NA SUA DOUTRINA: ACABAR COM A CONFISSÃO (QUE É O QUE DEVERÁ SEDUZIR OS PEDÓFILOS) E PERMITIR QUE ESTES TAMBÉM NÃO SE ESCONDAM ATRAVÉS DO CELIBATO.
Já falámos, por mais de uma vez, sobre esta questão e não pretendemos repetirmo-nos. Até porque, o problema não nos diz respeito: quem tem obrigação de reflectir nele, são os bispos e o Papa. Se insistem nos mesmos erros medievais, quem perde é a igreja: cada vez mais desacreditada e nas bocas do mundo por força da sua própria cegueira e culpa. Enquanto não acabarem com a perversão do confesso e do dogma do celibato, dificilmente a igreja deixará de ser covil privilegiado de pedófilos e de outros tarados sexuais - Que se aproveitarão também para outras seduções.
Em Portugal, ao que parece, só agora é que a imprensa, (muito conotada com a direita) católica) começa a interessar-se sobre tais comportamentos: preferíamos que não fosse a consequência de mais uma daquelas vertigens ou filões especulativos em que a media sensacionalista é useira e viseira, com o objectivo apenas de aumentar as tiragens ou as audiências no caso das televisões, mas o ter a coragem de fazer tais denúncias. Infelizmente, somos levados a creditar, que, os media, na actualidade, agem mais segundo os seus próprios interesses e das agendas politicas que servem, de que fruto de um trabalho criterioso e sério.
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