domingo, 17 de maio de 2009

JOÃO JARDIM RESISTE ÀS PROVOCAÇÕES DOS JORNAIS E TELEVISÕES- RECEBE SÓCRATES DE BRAÇOS ABERTOS E DÁ LIÇÃO DE CIVISMO A QUEM O QUERIA "ENVENENAR"


Aspecto parcial da Marina do Funchal
- Foto do autor deste blog


ALBERTO JOÃO - É HABITUALMENTE UM TRUCULENTO NATO, INTEMPESTIVO, DE LÍNGUA AFIADA - E NEM SEMPRE POR RAZÕES ACEITÁVEIS

MAS, SURPREENDENTEMENTE, COM A RECEPÇÃO QUE PRESTOU A JOSÉ SÓCRATES (NA SUA ÓPTICA SEU "INIMIGO DECLARADO ATÉ À VÉSPERA EM QUE O RECEBIA), MOSTROU QUE TEM FIRMEZA DE PRINCÍPIOS E QUE, QUANDO QUER É CORDIAL E SABE RECEBER NA SUA ILHA E COMO BONS AMIGOS OS SEUS ADVERSÁRIOS DE ONTEM
- POR ISSO, O QUE EU AGORA MAIS LHE DESEJO (POIS TENHO ALI FAMILIARES) É QUE O SEU PROCEDIMENTO NÃO TENHA SIDO ORIENTADO APENAS POR QUESTÕES MERAMENTE TÁCTICAS E A TÍTULO EXCEPCIONAL - SE FOI REALMENTE NORTEADO POR RAZÕES SÉRIAS E TENDENTE A REPETIR-SE, CONCLUIRÁ, COM O TEMPO, QUE A SUA POPULARIDADE E O SEU PRESTÍGIO NÃO SE CONFINARÃO APENAS À MADEIRA

De facto! Desta é que eu não esperava de Alberto João Jardim - a forma civilizada e cordial como recebeu José Sócrates e conseguiu resistir às provocações nos telejornais e no próprio terreno, que tudo fizeram para influenciar ou alterar a sua compostura - Trazendo à baila polémicas e “troca de galhardetes” passados, afirmações desavindas.

Pessoalmente, nunca aprovei certo estilo acusatório da sua linguagem - E tive ocasião de neste blog fazer alguns reparos e de acordo com o que me pareceu dizer na circunstância. Mas acho que, o mais importante para o progresso e bem-estar das populações, não é o passado mas o seu futuro.

Porém, já se viu que não é isso o que interessa a quem pensa, sobretudo, no peso das audiências ou no volume das tiragens; no lado egoísta do seu negócio do que propriamente no interesse colectivo.

Confirma-se, assim, uma vez mais que, para os amantes do sensacionalismo barato, irresponsável, o que lhes convém, fundamentalmente, é perpetuar o clima da intriga, o alarmismo social, o lado negativo da notícia , a insinuação, a calúnia e a mentira - E, no caso em apreço, o trazer à baila águas passadas, o acicatar de velhas animosidades, o incentivar de divergências antigas de que uma cordial recepção do Presidente do Governo Regional da Madeira ao Primeiro-ministro de Portugal - da qual o arquipélago é parte integrante. Ou seja: não eram os resultados de uma cooperação proveitosa, o relacionamento institucional, útil e franco que a referida visita pudesse trazer àquela região insular. Pelo contrário - depreende-se que estes aspectos pouco ou nada lhes convinham noticiar

O Jornal Público - habitualmente tão crítico ao líder madeirense - foi ao ponto de trazer para manchete o fantasma da independência. Confesso que não sei a que propósito! - E logo naquele dia. Não considero que seja assunto tabu mas há tantas oportunidades ao longo do ano! - Obviamente que para destabilizar o clima de fraternidade e de entendimento, entre povos que estão sob a mesma bandeira e pertencem à mesma pátria, e, simultaneamente, desviar as atenções da importância e do significado que o encontro pudesse ter entre as duas figuras do Estado. Chamar a este jornalismo de referência - é favor!

Todo este comportamento vem comprovar um certo sentido de ligeireza e leviandade por parte de alguns sectores da imprensa portuguesa - que, não raras vezes, parece não conhecerem os mais elementares princípios da ética, as boas normas da objectividade e da isenção, os cânones de uma auto regulação positiva e construtiva. Nas suas redacções, desfizeram-se dos seus melhores jornalistas, da memória daqueles que conheceram a mordaça da censura mas que, por isso mesmo, souberam e sabem verdadeiramente avaliar a importância da liberdade e a conquista que a mesma representa. Grande parte de quem ali trabalha, actualmente, é constituído por tarefeiros (com vínculos precários) e que (sem a memória desse passado) mais das vezes se limitam a ser meros lacaios e a veicular as ordens do chefes e do patrão.

Dizem que os media já fizeram pior à cultura - depois do 25 de Abril, do que Salazar nos seus quarenta anos de ditadura. Gostaria que isso não fosse verdade - porque eu sou dos que não tenho quaisquer saudades do antigo regime: fui por ele preso e espancado! Mas, infelizmente, esta é já uma triste realidade. E ainda agora a procissão vai no adro!

JOSÉ SÓCRATES PARTIU SATISFEITO DA ILHA DA MADEIRA E CONSIDEROU A VISITA POSITIVA- E AINDA BEM!

O Primeiro-ministro, José Sócrates, ao deixar a pérola do Atlântico, no termo de uma permanência de algumas horas, manifestou-se satisfeito, considerando que os madeirenses compreenderam o objectivo desta sua deslocação. E aproveitou para agradecer ao Governo Regional a forma positiva como decorreu a visita, dedicada à educação e ao turismo, desejando que a cooperação seja também uma realidade no futuro.

Por sua vez, Alberto João Jardim, que uns dias antes da visita afirmara que o Primeiro-ministro era “bem-vindo” e recebido de “braços abertos“, soube conter a sua habitual propensão para o excesso de um certo verbalismo e cumpriu com a sua palavra - E fez aquilo que lhe competia: soube colocar-se no lugar de principal anfitrião das duas ilhas e tirar partido da visita. Demonstrando, ao mesmo tempo, que o povo madeirense é generoso e acolhedor. Que recebe bem quem vier por bem! Indo assim ao encontro dos que pensam que, aqueles dois pedacinhos de terra, ali perdidos em pleno Atlântico, são maravilhosos, a sua gente é pacífica, ordeira e generosa e que vale a pena ali ir.

Quem não terá gostado dos resultados da visita e da lição de civismo dada por Alberto Jardim - tal como atrás dei a entender - , terá sido, com certeza, o jornalismo (de faca e de alguidar ou de meia-tigela) que, tanto em Lisboa, como a partir do momento em que ali desembarcara no aeroporto do Funchal, não mais deixara de lhe colocar as mesmas perguntas e de o provocar.

Espero é que, por outro lado, o tão controverso Presidente do Governo Regional, saiba também daqui retirar algumas ilações proveitosas, com vista ao futuro, por forma a não se prestar - tão facilmente como tem sido até agora - a ser o bombo da festa desta gente. É que, a continuar como dantes, quando quiser levar as coisas a sério, até eles estranham e não mais o largam, enquanto lhes não saciar o apetite devorador para o registo da má língua! Um procedimento que, pelos vistos, até alguns correlegionários do seu partido, gostariam que tivesse seguido - Para os quais o que conta, sobretudo, são as farpas que mandou ou deixou de mandar e não os frutos que terá colhido ou deixou de colher

Nenhum comentário:

Postar um comentário